Devemos comprar Amor!!!



Neste último domingo assisti perplexo uma reportagem, num famoso programa de final de noite, aquele que sua música da friozinho na barriga, na eminência da segunda feira mas foi amenizado pois, segunda seria feriado. Pois é, eu sou como a maioria das pessoas, que via de regra, não quer questionar e prefere aceitar que outras pessoas pensem é mais fácil e cômodo, ainda mais domingo a noite!, Mais passado dois dias, não consigo pensar em outra coisa e quero dividir com você.
Uma “escritora” americana “especialista” em livros de economia para crianças, lançou seu último livro, onde estimula o pagamento de salário aos filhos, por serviços prestados em casa, justificando que assim eles aprendem desde cedo (a partir de três anos) o “VALOR das COISAS” e na seqüência mostra crianças administrando seus ganhos de forma correta; de fato aprender como administrar o dinheiro é necessário e útil para se tornar um adulto equilibrado e próspero, mas é diferente aprender a administrar do que aprender a ganhar.
Há uma diferença vital entre VALOR e PREÇO. Tudo aquilo que pode ser comprado tem preço e tudo que é vital tem VALOR, portanto falar em valor das coisas é um erro, pois coisas têm preço.
Qual será o preço de um sorriso seguido de um abraço de mãe? porque o(s) filho(a)(s) arrumam a mesa no fim do dia para ajudar, ou pegar um copo de água para o pai? sem esperar nada alem de um beijo barulhento e cosquinhas no pescoço.
Qual será o preço por colocar a roupa suja no cesto? ou levar seu próprio prato até a pia? ou ainda se empenhar nos estudos? para valorizar o esforço dos pais. Não falo em impor ou se valer da hierarquia dos papeis familiares, mas em entender e respeitar estes papeis, que trafegam em mão dupla de pais para filhos e vice versa. Pois é claro que o exemplo deve partir dos adultos, trocar um noticiário ou uma novela por um jogo em família, perguntar como foi o dia e escutar atentamente a resposta, ser confessor e confidente fiel etc. ressaltam o valor e quem valoriza o presente constroem em bases sólidas o futuro.
É a pesquisa de opinião telefônica, feita por longos três minutos mostrou que 71% dos pais e 87% dos filhos aprovaram a idéia. O resultado era obvio, todos os idiotas optam pelo caminho mais fácil, mas se esquecem que “QUANDO TENTAMOS COMPRAR O AMOR ELE SOBE DE PREÇO” e como em todo mercado, dependendo do momento, da oferta e da procura, ele pode atingir patamares altíssimos ou pior ainda, podemos adotar uma política de preços baixos e aceitar qualquer oferta.
Se tudo que queremos conquistar apenas tem preço, nos tornamos impacientes, com baixa resistência a frustração, capazes de justificar QUALQUER atitude para alcançar nosso objetivo.
A humanidade em que eu e você estamos inseridos, o que está em falta, preço ou valor? O que você deseja, tem preço ou valor? Quando buscamos a felicidade em coisas que tem preço, passamos a ser tratados pelo que custamos e não pelo que valemos e somos levados a pensar que não temos valor, um sintoma ou quem sabe uma síndrome atual.
Deixo dois desafios: 1- Faça uma lista de dez prioridades atuais, em forma decrescente e analise classificando entre “preço e valor” e a posição em que se encontram. 2- Este confesso que requer mais habilidade, mas caso você queira arriscar!. Coloque uma quantia de dinheiro em sua carteira, notas pequenas e grandes. Peça um copo de água a seu filho(a), não responda nada se ele(a) reclamar (eu e você reclamaríamos). Quando chegar com o copo, receba com alegria e afago, se der tempo beba e manifeste como foi bom. Antes que se retire, encene de forma teatral o pagamento de uma conta, não pergunte - quanto é? Mas ofereça a menor nota, deixando ver que há outras e esclarecendo que é pelo serviço prestado. Não se chateie se ele(a) aceitar (eu e você aceitaríamos), pergunte se acha justo o fato e a quantia etc. Pronto, você acaba de criar um momento de grande valor, aproveite para ouvir e se for o caso mudar sem medo.
Lembre-se e ensine a seus filhos que somos imagem e semelhança de um Deus que se fez homem para nos divinizar e morreu por Amor, para nos dar o devido valor, o valor de filhos de Deus.
Ps. Para os 71% de pais, rezemos: Pai perdoa-os eles não sabem o que fazem.  

Prof. Cláudio Ramirez.
Abril / 2008